Museu do Marajó é uma proposta de Desenvolvimento Comunitário.

Através de um Museu Popular, nasce da Comunidade, cresceu com a Comunidade e volta à Comunidade.

A comunidade Clique para ver imagem foi o elemento fundamental no nascimento e no desenvolvimento do Museu através de colaboração voluntária seja como fonte de informação, seja como realização da Exposição Permanente.

O Museu do Marajó nasceu e cresceu em função da comunidade Clique para ver imagem com o intuito de criar um pólo de desenvolvimento através da cultura, como progresso intelectual e gerar fonte de renda através do turismo e outras atividades.

No Museu do Marajó você pode encontrar a Casa da piranha Clique para ver imagem, com tudo o que se sabe sobre esta bichinha atrevida:

  • a receita para ser mordido das piranhas;
  • a piranha remédio para criança;
  • a dobradiça na boca da piranha;
  • porque usar o estruvo pescando piranha;
  • o boi de piranha;
  • a pesca da piranha com o paneiro;
  • o homem que a piranha comeu;
  • e muitas outras informações...

A pesquisa do Museu sobre a piranha motivou o Projeto Piranha Clique para ver imagem que ajudou a comunidade, financiou o museu e ainda sobrou um painel no museu.

 


em no começo da experiência do museu, em Santa Cruz, foi realizada uma pesquisa sobra a piranha.

Daí nasceu a idéia de inventar uma atividade lucrativa na nossa comunidade que dependia exclusivamente da pesca.

Não tendo nenhuma tradição e possibilidade de artesanato por falta de matéria prima, as piranhas apareceram como uma solução ideal Clique para ver imagem.

Resultado:
Doze mil piranhas embalsamadas e vendidas em toda Europa. Com o dinheiro faturado, tirando as despesas do material e do salário das operárias que ganharam o dobro das professoras do Estado, foi construída uma pista de avião de 800 m para o verão, toda cercada, mais uma ampliação do cemitério com aterro: tudo isto em Santa Cruz do Arari.

Na Vila de Jenipapo: trezentos e cinquenta metros de pontes, com esteios de acapu e frechais de maçaranduba e o trapiche comunitário Clique para ver imagem. Sobraram recursos para financiar o museu.

NOTA PARA OS AMBIENTALISTAS:
A operação piranha não foi uma agressão à natureza. Simplesmente valorizou o produto da pesca.
As piranhas que serviriam para a alimentação dos porcos viraram bibelô na Europa, multiplicando o lucro por mil.


Museu ofereceu à comunidade a oportunidade de organizar cursos de todos os tipos: Corte e Costura Clique para ver imagem, Arte Culinária Clique para ver imagem, Flores, Serigrafia Clique para ver imagem, entalho em madeira e outros.

Além de garantir uma ajuda ao orçamento das famílias, este contínuo contato com a comunidade, de forma descontraída, ofereceu a possibilidade de pesquisar os segredos do Marajó Clique para ver imagem, com um resultado que nunca teríamos conseguido através de entrevistas com o gravador na mão.

ESCOLAS
Em colaboração com outras entidades, O Museu do Marajó continua organizando vários cursos, visando a promoção da comunidade através da pesquisa.

Monitorados por técnicos do Museu Goeldi Clique para ver imagem, através de um projeto financiado pela SECTAM, foi realizado um seminário de extensão. O Museu Novo, para professores, estudando o tema Museu - Comunidade - Escola.

A nossa preocupação não é mostrar o museu unicamente aos turistas, mas também aos marajoaras Clique para ver imagem, que muitas vezes conhecem muito pouco de sua terra.

A Exposição Permanente é visitada constantemente por alunos Clique para ver imagem não somente de Cachoeira, mas também de Soure e Salvaterra,com particular interesse dos alunos do Modular e até por turmas de Faculdades de Belém.

Neste caso, é realizada plenamente a função do museu popular: de ser doador e receptor de informações.

De fato, muitas vezes voltam ao museu as pesquisas dos alunos Clique para ver imagem motivados pela visita.

alando do Marajó a gente logo pensa na famosa cerâmica arqueológica, foi nela que o Museu do Marajó encontrou a sua maior motivação. Infelizmente, o museu nasceu quando os maiores tesouros já tinham sido saqueados e contrabandeados.

Para o museu sobrou, além de um acervo de notável importância, sobretudo o que podemos definir como arqueologia menor, a arqueologia dos fragmentos, não menos desprezível cientificamente. Durante muitos anos catamos estas peças, que representam um tesouro que durante muitos séculos os búfalos pisotearam e os homens chutaram.

Numa definição sumária, esses fragmentos na linguagem marajoara, são de dois tipos: os cacos Clique para ver imagem e as caretas Clique para ver imagem.

OS CACOS são pedaços de vasilha Clique para ver imagem, de pratos Clique para ver imagem, de tanga Clique para ver imagem: podem ser lisos ou riscados e pintados, às vezes com um motivo decorativo. Sendo que o desenho marajoara é sempre simétrico e periódico, descobrimos que basta um pedacinho para tirar um motivo.

Em 1990 conseguimos, com o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, publicar o livro "Motivos ornamentais da cerâmica marajoara" Clique para ver imagem - modelos para o artesanato de hoje. Agora já estamos a 2ª edição.

São 160 motivos, largos, estreitos ou isolados, apresentados em duas formas: em papel quadriculado para ser utilizado no bordado em ponto de cruz e em traço contínuo para serigrafia, entalho em madeira e decoração em geral.

Agora estamos preparando outra edição, com novos motivos e sobretudo anexando a cada desenho a fotografia do fragmento, para comprovar a vivacidade dos desenhos. Na primeira edição só existia a garantia de nossa palavra.

Quem mais aproveitou deste projeto, por enquanto foram as bordadeiras de Cachoeira Clique para ver imagem, que, mostrando a tira bordada, costumavam dizer:

Este é o meu "peixe"! Agora o entrego ao museu que me paga e recebo logo outra tira, outro modelo junto com a linha. Amanhã eu volto para garantir o "peixinho" do outro dia!

Já chegamos a ter 82 bordadeiras. Agora o serviço está parado por falta de capital de giro.

As caretas Clique para ver imagem e os moleques arqueólogos Clique para ver imagem

caboclo do Arari chama de careta Clique para ver imagem outro tipo de fragmentos. Parecem mesmo ter sido as alças de pratos, tigelas e vasilhame em geral. Sendo que os nossos ancestrais não tinham a diversão das novelas, caprichavam enfeitando seus utensílios. Umas vezes era uma simples bolinha, outras era uma figura mais ou menos elaborada de não sempre fácil interpretação: pode ser um bichinho conhecido ou fantástico ou a imagem de uma pessoa. Talvez uma silhueta misteriosa que podia ser dois tipos ou nenhum deles.

Tendo que fazer uma seleção provisória se juntava no museu alguns moleques, todos sentados no chão.

  • Que é isso?
  • É gente!
  • Não, é bicho!

Nascia assim uma pesquisa acalorada dos tataranetos dos nossos índios (todos têm algum pingo de sangue índio nas veias). Na base da torcida, a peça ia para o lugar certo.

Na tentativa de recuperar os valores do passado e proporcionar recursos à comunidade, já organizamos dois cursos de cerâmica Clique para ver imagem.

O nosso projeto prevê a construção de uma Escola Amazônica de Artesanato Pará, porque este tipo de serviço é incompatível com outras atividades como palestras, por causa do barro, do forno etc.

É prevista uma produção artesanal familiar Clique para ver imagem, sobretudo com as comunidades do interior, enquanto a escolinha continuaria dando cursos aos alunos do primário e monitorando os grupos independentes.

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