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Projeto Piranha
Bem no começo da experiência do museu, em Santa Cruz, foi realizada uma pesquisa sobra a piranha. Daí nasceu a idéia de inventar uma atividade lucrativa na nossa comunidade, que dependia exclusivamente da pesca.
Não tendo nenhuma tradição e possibilidade de artesanato por falta de matéria prima, as piranhas apareceram como uma solução ideal.
Resultado: doze mil piranhas embalsamadas e vendidas em toda Europa.
Com o dinheiro faturado, tirando as despesas do material e do salário das operárias (que ganharam o dobro das professoras do Estado) foi construída uma pista de avião de 800 m para o verão, toda cercada, mais uma ampliação do cemitério com aterro: tudo isto em Santa Cruz do Arari.
Na Vila de Jenipapo: trezentos e cinqüenta metros de pontes, com esteios de acapu e frechais de maçaranduba, e o trapiche comunitário. Sobraram recursos para financiar o museu.
NOTA PARA OS AMBIENTALISTAS:
A operação piranha não foi uma agressão à natureza. Simplesmente valorizou o produto da pesca. As piranhas que serviriam para a alimentação dos porcos viraram bibelôs na Europa, multiplicando o lucro por mil.
Giovanni Gallo
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