Visitando o Museu
O Museu do Marajó está localizado numa antiga fábrica de óleos vegetais que, depois da falência, ficou abandonada e entregue aos morcegos durante muitos anos.
Em 1983 o prédio foi resgatado pela Associação “O Museu do Marajó” e parcialmente recuperado. Por sorte ou por coincidência, o prédio apresentava condições mais que satisfatórias para as atividades previstas, considerando o fato de que, desde o começo, sempre houve a intenção de se criar um projeto que se encaixasse perfeitamente no contexto do interior marajoara.
A área museológica coberta da Exposição Permanente mede 1.000 m2, com um mezanino destinado a documentar com particular interesse a cosmologia do caboclo.
A área externa do museu (9.000 m2) é ocupada pelo arboreto que, neste momento, está quase esquecido por causa da má conservação das estivas.
Com uma pequena recauchutagem estará de novo em forma a Casa do Caboclo. Até o morador da capital terá assim a oportunidade de ver por perto a casa da beira do rio onde mora o caboclo e descobrir os segredos dele, das suas defesas contra os inimigos naturais, do tajá soldado, do pião roxo, do chifre de boi... Nesta área deverá surgir também a casa da farinha, a casa de taipa, e a reprodução do Marajó no campo, com cercas, porteiras, mundéu...
O Museu dispõe ainda outras áreas para as atividades culturais, como a Casa do Artesanato, a Oficina-Escola e a Fazendola, destinada a cursos e encontros.
Está programada a construção da Casa da Cerâmica e da Casa da Cultura.
Eventualmente um Hotel, que facilitando as visitas ao Museu, lhe garantiria uma renda fixa. Vale a pena sonhar!
Você sabia? Coisas comuníssimas que poucos acertam: o gogó de guariba, o dente da capivara, o ferrão de arraia, o ovo da galinha ambiciosa e... outras curiosidades. Donde vem a maçã de gado? É mesmo remédio antigo para doenças de mulher?
O Museu do Marajó é a memória da terra e procura resgatar até o registro do artesanato menor, esquecido no fundo gaveta.
Mestre Hugo fazia os santos com osso de boi que, no Museu, encontraram a moradia digna.
Giovanni Gallo
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