Cachoeira, minha terra, minha gente
Joaquim Rabelo Júnior
Smith Produções Gráficas, 2006/ 236 p.
Disponibilidade: imediata
Como todo bom cachoeirense, Lulu Rabelo foi homem de mil instrumentos: quando menino vendeu arroz doce, aos 14 desenhava as próprias roupas e, aos 16, era titular do Cachoeirense Sport Club. Piloto de muitos canoeiros, pintor, pedreiro, capinador de ruas, pescador e apanhador de bacaba, sapateiro, carpinteiro, fotógrafo, restaurou e confeccionou diversas imagens religiosas. Ainda em Cachoeira, fundou vários “cordões de bicho†e blocos carnavalescos. Já em Belém, o autor serviu ao exército, jogou futebol, foi guarda noturno e mestre de obras até os 68 anos, quando um acidente o impediu de continuar trabalhando.
As memórias desse homem que passou por tantas experiências estão reunidas em Cachoeira – minha terra, minha gente, editadas por seu filho Francisco de Paula por desejo de seu pai – queria trazer ao público sua lembranças para que todos soubesses “como era Cachoeira, pelo menos nos idos de 1930 a 1945 e como se divertia a sua populaçãoâ€Â.
Marajó - A Ditadura da Água
Giovanni Gallo
Edições O Museu do Marajó, 1997/ 256 p.
Disponibilidade: imediata
O padre Giovanni Gallo chegou ao Marajó em 1972 e se estabeleceu na cidade de Santa Cruz do Arari onde, como ele mesmo diz, criou de modo informal o Museu do Marajó e viveu até a transferência do Museu para Cachoeira do Arari, em 1981. Entre 1973 e 1980 publicou nos jornais O Liberal e O Estado do Pará, de Belém, estórias de bichos e visagens, folclore, medicina da terra, experiência religiosa, os casos da vida, feitiçaria, ensaios sobre gria e debates sobre o futuro de um mundo em transformação.
Marajó a ditadura da Água é uma coletânea desses artigos e fruto do incentivo de Dalcdio Jurandir, o grande escritor paraense e conhecedor do Marajó que, do Rio de Janeiro, onde morava e lia os artigos do padre, mandava seu recado Tire uma coleção de reportagens e faça um livro que será o retrato da terra e da gente de Jenipapo. Lendo-o, fico com as minhas raízes marajoaras estremecendo. Com duas edições esgotadas somente na cidade de Belém, somando nove mil exemplares, o livro chegou a esta terceira edição em 1997 com a proposta de mostrar ao público do Brasil afora um pouco da história da gente do Jenipapo. As fotos são de Giovanni Gallo.
Motivos Ornamentais da Cerâmica Marajoara
Pe. Giovanni Gallo
Edições “O Museu do Marajóâ€Â, 2005/ 148 p.
Disponibilidade: imediata
Após a publicação da primeira edição em 1990, muitos questionaram a origem dos motivos apresentados por Giovanni Gallo, duvidando que tivessem sido tirados de verdadeiras cerâmicas arqueológicas. Nesta terceira edição, o Museu do Marajó realiza o desejo de seu criador comprovando, através de fotografias, a autenticidade das “gregas†marajoaras reproduzidas nas duas primeiras edições de Motivos Ornamentais da Cerâmica Marajoara a partir dos “cacos†recolhidos pelo Pe. Gallo.
Enriquecido nesta terceira edição com textos da arqueóloga Denise Pahl Schaan - “Geovanni criou um banco de dados que é hoje o mais completo que se tem sobre os grafismos Marajoara†- o livro é apresentado por Giovanni Gallo como uma “coletânea de motivos ornamentais, um manual prático, com a finalidade especÃÂfica de abastecer com nova inspiração o artesanato paraenseâ€Â. As fotos dos “cacos†são de Everaldo Nascimento.
O homem que implodiu
Giovanni Gallo
SECULT-PA, 1996/ 294 p.
Disponibilidade: imediata
Dedicado “aos amigos verdadeiros (poucos) que não me largaram na hora de provaçãoâ€Â, o livro narra de forma autobiográfica a história do padre italiano que aportou no Marajó no inÃÂcio da década de 1970, e seu crescente conflito e desilusão com a Igreja Católica, até o rompimento e a proibição de exercer a função de padre, para a qual se preparou por toda uma vida.
Nas palavras de Gallo, O homem que implodiu “não é um conto de ficção; é a história autêntica de um homem qualquer que teve de enfrentar o dia-a-dia de todos com lances de alegria, sonhos, luta, entusiasmo e decepções...â€Â, e foi escrito “para que a verdade seja conhecida, a fim de evitar que outros possam ser destruÃÂdos como eu fuiâ€Â.
Ferra nas Fazendas
Júlio Tavares Feio Júnior
Smith Produções Gráficas, 2004/ 216 p.
Disponibilidade: imediata
Nascido no municÃÂpio de Cachoeira do Arari nos idos de 1921, o autor dividiu sua vida entre as diversas ocupações profissionais e a música. DiscÃÂpulo de João Rodrigues Viana, com quem desenvolveu seu talento para a música, tocou em festas e eventos de 1935 a 1954. O último conjunto do qual fez parte foi o Jazz Band Orquestra Martelo de Ouro, em Belém, no ano de 1947.
Ferra nas Fazendas trata da vida dos vaqueiros e das fazendas dos Campos do Marajó, desde o sistema de criação do gado às lendas e religiosidade de uma época “que vem desaparecendo na voragem do tempo...â€Â. Segundo Feio Júnior, a idéia de escrever este livro “encontrou estÃÂmulo com a criação do Museu do Marajó†com o qual espera contribuir rumo aos objetivos delineados por Geovanni Gallo, àcuja memória dedica sua obra.
A Fazenda Aparecida
João Viana
SECULT-PA, 1998/ 192 p.
Disponibilidade: imediata
Menino pobre de Cachoeira do Arari, João Viana (1909-1965) completou apenas o curso primário, mas ocupou a cadeira de Inglês de Souza na Academia Paraense de Letras, foi membro da Academia de Geografia e Folclore, e assessor parlamentar em Assuntos Culturais. Deputado estadual por quatro legislaturas, em Cachoeira do Arari ocupou os cargos de Secretário de Saúde e de Cultura. Compositor popular e membro da Orquestra Sinfônica Paraense, compôs o hino de Cachoeira e lá fundou a Banda de Música e o Coral, atuando como maestro, músico e financiador, e também o jornal Cachoeira Nova.
A Fazenda Aparecida (1º Prêmio na Academia Paraense de Letras) teve sua primeira edição em 1955 e se apresenta, segundo o autor, como “uma sÃÂntese da tragédia e do panorama social e econômico da grande Ilhaâ€Â, onde o vaqueiro, “no mais despercebido anonimato, constrói a colossal fortuna das fazendas de Marajóâ€Â. Giovanni Gallo, ao comentar a edição de 1996, chama a atenção para o foco central da história - o homem marajoara - e lamenta que “infelizmente, escritores e fotógrafos que retratam o Marajó, hoje, são mais preocupados com a mata e os boisâ€Â.
